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sábado, 7 de maio de 2011

Mudanças visuais e atrativas / Solar da Marquesa / Pateo do Collegio


ANTIGO PRÉDIO DA CAIXA FEDERAL VIRA CAIXA CULTURAL

A Caixa, por meio da Caixa Cultura, visa apoiar o desenvolvimento da cultura brasileira atuando em uma política de patrocínios. A Caixa Cultural compreende um leque de apoios que alcançam diversos níveis de produção artística, valorizando tanto as manifestações regionais da autêntica arte brasileira, quanto outras vertentes e linguagens estéticas, do popular ao erudito. Além disso, a Caixa tem apoiado manifestações culturais estrangeiras, patrocinando a vinda de eventos de outros países, como forma de promover um intercâmbio entre culturas e a troca de conhecimentos e experiências estéticas.


SOLAR DA MARQUESA DE SANTOS

O prédio do Solar da Marquesa, no centro da cidade de São Paulo, é uma grande relíquia do século XVIII, considerado um exemplo de arquitetura urbana da época. Dona Maria Domitila de Castro e Mello, a conhecida marquesa de Santos, entrou para a história do País como amante do imperador Dom Pedro I e para a história de São Paulo, em 1834, ao comprar este grande sobrado aristocrata no coração da cidade.

O período em que ela ocupou o local foi marcado por saraus e bailes de máscaras. O prédio, que hoje abriga a sede do museu da cidade de São Paulo, era conhecido e lembrado ainda pelos inúmeros cigarros que Dona Maria Domitila costumava fumar na janela.

Ao visitar o Solar, é possível encontrar utensílios domésticos, parte do mobiliário e até mesmo a banheira utilizada pela marquesa. Após sua morte, em 1867, o local foi modificado e ganhou uma sacada mais neoclássica, que o caracteriza até hoje. Os visitantes podem conferir ainda um vasto acervo iconográfico, que conta com negativos e fotografias da São Paulo antiga.

O Solar da Marquesa fica ao lado do Patteo do Collegio. Não deixe de conferir, é uma viagem ao passado do País e da capital paulista.



PATEO DO COLLEGIO

Em 1554 o Padre Anchieta, após expedição que partiu do litoral, resolveu construir neste local uma dependência para servir de alojamento e colégio para catequisação dos índios, fundando assim a cidade de São Paulo. Funciona no local o Museu de Anchieta.

Em meio aos arranha-céus e efervescência de negócios que ocorrem na cidade, o centro guarda também o Pateo do Collegio, berço dessa que se tornou uma das maiores metrópoles do mundo.

Foi ali que São Paulo nasceu a partir da construção de uma pequena cabana de pau-a-pique onde se reuniam 13 jesuítas, entre eles José de Anchieta e o padre Manoel da Nóbrega, empenhados em catequizar os nativos. Na época localizado no alto de uma colina e cercado dos rios Tamanduateí e Anhangabaú, o lugar, chamado de Vila São Paulo de Piratininga, era uma opção estratégica de segurança.

A cerimônia oficial da fundação da cidade ocorreu no dia 25 de janeiro de 1555. Esta é também a data da conversão do apóstolo Paulo, o que originou o nome da capital. Em dezembro de 1556 a casa foi ampliada para abrigar o colégio dos jesuítas. Com a expulsão dos religiosos determinada em 1759 pelo Marquês de Pombal, o Pateo do Collegio se tornou o Palácio dos Governadores entre os anos de 1765 e 1908. Nessa época grande parte do acervo da igreja se perdeu devido a um desmoronamento.

O local só voltou a sua vocação original entre 1932 e 1953, quando foi transformado em Secretaria da Educação. No ano de 1954 a Companhia de Jesus iniciou o projeto de reconstrução do colégio que só terminou em 1979 com a fundação do Museu do Padre Anchieta e da Igreja Beato Anchieta.

Hoje o complexo abriga diversas atividades culturais. O Museu, composto por sete salas, expõe coleções de arte sacra, uma pinacoteca, objetos indígenas, uma maquete de São Paulo no século XVI, a pia batismal, antigos pertences de Anchieta, entre outras coisas.

O visitante pode ainda conhecer a Biblioteca Padre Antonio Vieira, onde está um acervo precioso de livros de história, e participar da missa rezada por jesuítas. Lá também se realizam congressos, cursos, oficinas de artesanato e pintura e apresentação de música clássica no projeto “Vem pro Pateo no Domingo”, que acontece todo terceiro domingo do mês.

Como um dos principais símbolos da história paulistana, o lugar ainda preserva a grafia original do português arcaico. Viaje no túnel do tempo e se surpreenda com o início da trajetória de uma das mais importantes cidades da América Latina.

PAREDE DE TAIPA DE PILÃO

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